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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
DUAS VIDAS. Amiga, quão maravilhoso e imensurável foi chegar a aquela vila 40 anos depois, e o primeiro rosto conhecido a ser visualizado foi de uma mulher maravilhosa, majestosa, que entre todas chamava a atenção. Maravilhoso foi estar com você, mesmo que por algumas horas. Você é, e esteve como sempre; amiga, gentil, atenciosa, e de sorriso fácil. E eu novamente pude me sentir como seu irmão. A noite chegou,a música rolou, o Dj animou. Mais te confesso que a música não era agradável a meus ouvidos, pois afinal, foi uma música de forró com o tradicional arrasta - pé, mais quando você pisou na pista mesmo dançando com uma amiga, tudo se transformou. A música se tornou clássica, com sua beleza, sua leveza, sua graça, leve como uma branca garça tudo pareceu ser um ballet. Com você me alegrei, você partiu e eu fiquei, mais com a certeza de que segura você estava então nada mais me restava a não ser me conformar, e por tí não chorar, e sim de boas lembranças recordar. Para você poderia dizer belas palavras, frases, ou cantar músicas de cantores famosos, mais nada disto seria minhas palavras, seria "plágio" ou estaria na velha "máxima" "no Brasil nada se cria, e sim tudo se copia". Para você preciso falar algo mais. Preciso falar daquele ser maravilhoso, meiga, gentil, cativante, irradiante, que com seus olhos verdes, cabelos loiros e longos, corpo esguio que com seu charme, elegância e naturalidade; aquela menina que se tornou moça, caminhava ( na verdade) desfilava pelas ruas empoeiradas de uma pequena vila no estado de Minas Gerais no coração do Brasil. Preciso falar daquelas tardes de domingos que você reunia em sua casa seus amigos, e amigas nas sombras dos goiabais e coqueirais, ou ao lado da oficina de marceneiro, oficio milenar exercido por José, pai de Jesus Cristo o dono do mundo inteiro. Reuniões de amigos puros e verdadeiros, amigos que se amavam de coração, que se amavam como irmãos, e não com este amor que o mundo conhece e a mídia enaltece. O amor que alí existiu, e que por décadas persistiu (e persiste) é prova de amor verdadeiro. Lembro me que ao cair da tarde você com sua mãe, iam para a cozinha e o forno a lenha preparar as iguarias para a turma lanchar, e deste forno saía bolinhos de chuva, brôtes e broas de fubá. Mais a fase adulta chegou, e dalí precisamos partir para novos horizontes buscar. E esta partida, a distância, quatro décadas e as circunstâncias nos separou (fisicamente) pois você e sua família sempre esteve em meu coração presente. Não que estejamos velhos, mais a idade chegou. E precisamos saber de uma verdade, pois está escrito no livro de Eclesiástes. Na vida existe tempo para tudo. Para plantar e para colher, para nascer e para morrer.ļ Por isto eu precisaria ter duas vidas,não para prolongar meus dias aqui na terra, pois disto tenho consciência que não sou memerecedor, e não é disto que se trata. Precisaria ter duas vidas para te dá uma caso esta te falta. Conheço tua luta, teu sofrimento, suas angustias, mais conheço também a mulher forte, bonita e guerreira, mulher que não se entrega, e que mesmo antes de cair, levanta, balança e sacode a poeira. Mais voltando ao livro de Eclesiastes, espero que quando este dia chegar, não que eu queira antecipar, mais que DEUS mais uma vez seja fiel e permita que eu parta primeiro e posso na eternidade te esperar, e que Jesus Cristo possa diante do pai me justificar. Elias Bragança Vitória - ES.
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