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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O CAPITAL QUE EXCLUI ! Nunca conheci ninguém que fosse contra os pobres e os analfabetos, sim, não há quem seja contra ele - e muito pelo contrário. É realmente curioso: dos mais finos salões frequentado pelos lideres mundiais, ou menores e mais simples prédios das administrações locais, todos são a favor deles! No entanto eles continuam existindo, . A humanidade já tem riquezas e tecnologia suficientes para eliminar a pobreza, mais lá estão eles ! Seja ao redor das mais requintadas capitais européias, nos subúrbios das metrópoles norte aamericanas ou nos vibranteoscentro asiáticos, lá está um farrapo, testemunha viva da hipocrisia de uma raça. Dizem alguns que os farrapos oncomodam. Deve ser verdade. Afinal, enquantp gasta - se, sob as nossas vistas, tantas fortunas com armas, corrupção e outros desmandos administrativos, lá está um irmão nosso a nos lembrar que talvez estejamos sendo omissos, sim os farrapos incomodam muita gente. Há que se afasta-los da paisagem, pois como fazer ? Afinal, não nos esqueçamos que somos todos a favor deles. A solução tem sido tão sútil quanto cruel: como não se proibir a presença dos farrapos, a saída é esconde-los e convence-los a não aparecer. Na FRANÇA por exemplo, um bairro chique convivia com a miséria de alguns casebres instalados a poucos metros. O governo local ao invés de enfrenthar o problema da pobreza, decidiu ser melhor levantar um muro para separar as duas comunidades. Em vez de acabar com a barreira da vergonha, optou -se pela vergonha da barreira. Iniciativa assim tem se proliferado. Seja nos muros construídos entre países , seja naquele que cercam pequenas comunidades do interior da França, da Alemanha, Suíça. Lá estará alguma verdade desagradável sendo varrida para debaixo dos tapetes - que, no entanto, que algum dia não terá mais espaço.L Há também a opção por mecanismo mais sutís - o idioma é um deles. E assim em SHANGHAI virou moda dar nome ilngleses as lojas e estabelicimentos que os indesejáveis não deveriam frequentar. O processo de seleção passou a ser natural: afinal, não se espere de uma pessoa menos favorecida pela vida que vá a um "MALL" frequentar um "BARBECUE PLACE" e pedir um "STEAK" com "SMAESHED POTATO" , será uma humilhação na certa. Esta forma de exclusãobpassou a ser utilizada de forma tão intensa que o próprio governo da CHINA acabou por proibir nomes estrangeiros, e cardápios em iingês - afinal respeite o idioma pátrio. Uma outra forma de convencimento, igualmente eficiente, tem sido o clamor pela segurança. Funciona assim: quando um indesejável ousa entrar em um ambiente que não lhe é destinado, imediatamente surge a presença constrangedora de um segurança nas proximidades. É realmente curioso: nos USA, 53 % dos furtos cometidos em lojas são fruto da ação de representantes das classes altas e médias daquele país - os prejuízos somam uma monta de mais de U$ 2 Bilhões anuais. Enquanto isto, há pouco tempo um grupo de brasileiros foi recepcionado em um "shoppong" de Las Vegas com a seguinte mensagem, veiculada no sistema de alto falantes: " reforcem a segurança, pois há brasileiros circulando". Mais deixe isso pra lá! É domingo. Vá a alguma "steak house" e saboreie um bom "barbecue" - só tome cuidado de pisar macio no tapete, pois pode haver alguém varrido para debaixo dele. Elias Bragança Vitória - ES.

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