Na matéria de hoje, vou extrair parte da letra da belíssima música "USA for AFRICA" de 1985, música composta por MIKAEL JAKSON e LIONEL RICHIE, com produção e maestria de QUINCE JONES.
Esta música nos remetem a grande fome na África, em especial na Etiópia, mais também em uma região do BRASIL que só passou a ser vista e reconhecida a partir de 2002, pois a DIREITA representada pela elite burguesa e donos de engenhos que governou este país por 502 anos sempre a deixou no segundo plano, no abandono e no esquecimento.
Esta nossa região, ainda durante o império, lá pela "cercania" de 1850, DÃO PEDRO II, expressou a seguinte frase. "Nem que eu tenha que vender a última jóia da coroa, o nordeste brasileiro não perecerá de sede".
No entanto foi preciso que este grupo de músicos e cantores americanos chamasse a atenção do mundo para a questão da ETIÓPIA, cantando "nós somos o mundo" para que o Brasil e os brasileiros despertassem para a grande miséria e a grande fome que estava acontecendo aqui dentro de nosso país em diversas regiões, mais em maior escala na região esquecida pelo regime MILITAR que a jogou a própria sorte.
Coisas que os "neofascistas" não conhecem, pois eles não tem o habito de estudar, de ler, pois seus líderes os ensinam que basta ouvir e concordar com o que diz o saltitante apresentador de TV de nome Sequeira Jr.
E vou confessar que é impossível para mim ouvir esta música e não me emocionar, é impossível controlar as lágrimas que rolam em minhas faces.
E esta emoção com certeza tem dois motivos, um foi, "chega o momento quando nós ouvimos uma certa chamada" para uma causa social e humanitária, e a outra, este momento ocorreu na hora da melhor fase da vida de um "homem", onde floresce o vigor da juventude, germina as grandes paixões, e brota alguns amores.
E eu nesta ocasião no auge dos meus 23 anos, já com sêde, e defensor da justiça social, ao ouvir meus ídolos da boa música, e em especial do ROCK ROOL (POP ROCK) interpretando aquela canção que diz, "nós somos o mundo, nos somos as crianças" Ouvindo eles cantarem "quando o mundo deve vir junto como um" quando há uma pessoa a morrer, se podemos dá uma mãozinha para a vida, o maior presente de todos.
Ouvir a mensagem de "não podemos continuar fingindo todos os dias, que alguém, em algum lado mais tarde vai ter a mudança", e é verdade, tú sabes, que o amor é tudo o que precisamos.
Como esquecer aqueles momentos das grandes paixões, e dos inesquecíveis amores.
Nós nos reunia nas "danceterias" para estar mos de corpos e rostos coladinhos, a dançar e ouvir aquele "louvor" a nos dizer: que havia uma escolha a fazer, escolha de salvar aquelas crianças famintas, pois nós a salvar aquelas crianças estaríamos salvando nossas próprias vidas.
E eles nos afirmavam, é verdade, nós vamos fazer um dia melhor, vamos fazer um mundo melhor, apenas você e eu.
Envie lhes nossos corações, assim eles vão saber que alguém se importa com eles, e as suas vidas vão ser mais fortes e mais livres.
Só que o lamentável, é que passado 35 anos deste evento, nossos povos e nossas crianças continuam a morrer, não por culpa daquele grupo de músicos e cantores, e sim por culpa da ganancia do Capital. Apesar de certa culpabilidade dos mesmos por fazerem pouco para a verdadeira transformação do sistema, e a libertação da opressão, culpabilidade por estes acreditarem e pregarem o individualismo e a "meritocracia" , E 35 anos se passaram, e pessoas como eu, e tantas outras continuarem a sofrer por este sistema bruto que não mudou, ou por um grande amor que não se consolidou.
Pois afinal, os "brutos" também amam.
Elias Bragança
Vitória - ES.
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